Archive for March, 2005

Saudade e Pablo Neruda

Wednesday, March 30th, 2005

Oie! É no inicio da tarde desse dia esquisito que começo a escrever. Esquisito? Sim… Por quê? Quem sabe? Os motivos pelo qual ele é diferente dos demais para mim são só meus, bando de curiosos. Mesmo que eu contasse, rolaria coisas como “E daí?”, ou “Cuma?”. Então eu simplesmente vou dizer que ele é esquisito, e se você não se contentar com isso, eu digo sinto. Sinto muito.

 

A crônica “Outubro” ficou legal, mais não causou o mesmo impacto que a outra. Esqueci o nome dela… Até pensei em parar de postar por aqui mais alguma coisa mais forte que eu ou você me trouxesse de volta. Às letras, parágrafos, palavras e etc. Portanto aqui estamos teclando de novo.

 

Banda YSTA na Nimitz dia 8? Não! Dia 15? Será? Foi uma decepção ver a data mudando, mais será ainda pior não tocar. Sim, essa possibilidade existe porque o Rafael tem prova da habilitação pra helicóptero no dia 16. É foda. Quando alguém resolver jogar zica na gente, a coisa é muito bem feita. É vocal que volta e que sai, é evento que é marcado depois desmarcado… Vamos ter esperança de que as coisas se resolvam.

 

O cursinho vai bem. Alguns professores estão passados, mais existem aulas em que a vontade de levantar da cama para ir estudar é verdadeira, autentica e meio estranha para mim. Literatura, história, geografia… Minha vocação para humanas parece gritar, querendo preferência. Alias, Direito no Mackenzie, turmas de meio do ano, é cada vez mais um real objetivo.

 

Sabe às vezes do que eu sinto saudade? De escrever mal. Quer dizer, de escrever sem preocupação… A época do www.segundoanodv.weblogger.com.br era ótima! Todo dia rolavam coisas engraçadas, e lá eu escrever e ouvir alguém falando como estava engraçado. Mais ai um dia eu parei de escrever coisas engraçadas. Elas saiam tristes, melancólicas, amarguradas. Usei as letras pra me despir e sofrer menos. Lá se foi o humor.

 

*Vou deixar um poema do Pablo Neruda. 

 

 

Beijos

Lucas Maio

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Já não se encantarão meus olhos nos teus olhos
já não se adoçará junto de ti a minha dor.


Mas para onde eu for levarei o teu olhar.
E para onde caminhes levará a minha dor.


Fui teu, foste minha. E o que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.


Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame
Daquele que cortar na tua horta aquilo que eu semeei.


Vou embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

 

Do seu coração me diz adeus uma criança
E eu lhe digo, adeus…

Outubro

Wednesday, March 23rd, 2005

Uma floresta perdida abrigava um garoto perdido. Era noite de lua cheia e as coisas poderiam estar mais claras e mais visíveis na penumbra, se não fosse pelas nuvens cinzentas de uma doce garoa de outubro. Chovia uma chuva rasa, fina. As gotas de água caiam devagar em cada folha, em cada coisa, em cada momento da floresta, produzindo sons diversos, como uma orquestra mal planejada e ainda assim muito bela. O som era alto, talvez pela extensão da floresta ou da chuva. Independente do motivo, o barulho chegava a ser ensurdecedor. Lentamente, desciam dos céus, tristes gotas que molhavam o mundo, limpando o que precisava ser limpo, curando o que precisava ser curado. Da mesma forma, o garoto chorava, expurgando seus medos, suas aflições, sua solidão. Ele olhava para os lados, suado, sangrando, buscando algum refugio, alguma ajuda que não vinha e não chegava por mais que ele pedisse, implorasse. Sentado em uma pedra cheia de mato, debaixo de um tronco de arvore, ouvindo a própria respiração, ele quase podia entender o tamanho de seus problemas. O corpinho sangrava, e a chuva fazia o sangue escorrer por toda sua roupa e pelo chão, descendo ribanceira abaixo.


 

Ele tinha 11 anos naquele dia. Sua família resolverá passar o final de semana de seu aniversario acampando, perto da noite e dá natureza. Assim família estaria unida, era o que pensava o pai do garoto. Um filho que era alheio ao mundo. Uma filha que odiava os pais e uma esposa que fingia ter problemas de saúde para justificar a bebedeira… Diante de todos esses problemas, o pai acreditava em uma luz no fim do túnel. Acreditava que naquele aniversario do filho mais novo, naquele final de semana e acampamento, talvez por um segundo (seria o suficiente) eles se transformassem numa família de verdade. Ele sabia que tinha esperanças de mais, que poderia dar tudo errado. No entanto, ele insistiu, e insistiu, e conseguiu levar todos para o meio do mato, para um local perdido para alimentar seu sonho. Deu a seu filho um canivete. A filha, um abraço carinhoso e na esposa um beijo amoroso. Embarcou no carro e, com um sorriso no rosto, seguiu viagem.

 

Mas ele não contava com as brigas.  Não contava com seu filho chorando enquanto a mãe discutia, nem contava com ele correndo, largando o canivete e fugindo para dentro da floresta.

 

Por três minutos ele tentou apartar a briga entre mãe e filha, enquanto todos pensavam que o garoto logo ia voltar. Nos próximos três, ele olhou para os lados e não acreditou que o filho tivesse sumido. Desaparecido como uma imagem de claridade num pesadelo. Golpeado por um monstro enorme. Perdido em um medo e numa falta de ar totalmente inexplicáveis. Nos minutos seguintes, a família mais desunida do mundo finalmente ficou unida, em prol de uma causa justa, honesta e necessária. Encontrar o garoto perdido em uma floresta perdida

 

Mas ainda era dia quando tudo isso aconteceu. A noite ainda não tinha chegado, nem a chuva. A floresta era grande. A família recém unida gritava, andava por todos os lados procurando o garoto mais sem sucesso. E em cada minuto que passava, as chances diminuíam, as esperanças iam embora, e as escolhas que antes se mostravam certas pareciam agora erradas. Acampar, não ter buscado ajuda, ter esperado escurecer, tudo parecia errado demais para ser verdade, pensava o pai. Mais, mesmo com o medo terrível de não encontrar o filho, o chefe da casa não consiga deixar de ficar feliz por ver a família finalmente junta. Talvez, pensava ele, fosse por isso que ele não tinha chamado ajuda da policia, para manter aquele instante interminável, aquela união para encontrar o garoto quase eterna. Ele viu a cena dos três encontrando-o, chorando de felicidade e se abraçando. Podia, em sua cegueira, ver um ápice de felicidade, onde ele seria o papai, o grande papai, consagrado o Herói do dia. Era aquilo que ele estava esperando, só podia ser. A oportunidade de juntar todos… Escondeu um sorriso da esposa, e continuou procurando. Era só achar o garoto e tudo ficaria bem.

 

A chuva que antes era rasa e fina, agora era tempestade. Eram raios, trovões, e era o medo no garoto perdido. Seus olhos brilhavam na escuridão dá noite, e sua suave voz já há muito se cansara de gritar. Seu choro agora era nada. Encostado no tronco, ele olhava o corte na barriga, e via que o sangue se espalhava por todo o lugar. No chão, em sua calça, em suas mãos. Ele não sabia explicar como, mais podia distinguir ali, sua vida se esvaindo, sua alma partindo dessa existência e o sofrimento acabando. De fato, a dor era cada vez menor, uma sensação de sonolência começava a invadi-lo. Ele já não conseguia pensar em nada, só naquele sono que vinha com força não se sabe dá onde, nem o por que. Seu corpinho ficava mais fraco, ele ia se deitando, encostando cada vez mais na pedra, alheio ao mundo que caia ao seu redor e ao ferimento do tombo, que de pouco em pouco, levava sua vida junto com seu sangue.

 

Duas horas se passaram. A mata agora menos densa, não demonstrava sinais de que iria facilitar as coisas para o pai, agora num estado de desespero quase irracional. A tempestade também não dava trégua, trovejando e molhando, como quem adora dificultar as coisas. O cansaço físico e o emocional competiam para decidir quem primeiro derrubaria o velho homem que, sem qualquer preparo e guiado apenas pelo amor e esperança de reencontrar o garoto, ainda conseguia ver um final feliz. Chateava-se pelo fato de que sua esposa e filha, até então tão esforçadas, agora gritavam menos. Perdiam as esperanças. Na verdade, sofriam muito mais, em silencio, antecipando um final trágico para aquela noite terrível. As lanternas também pareciam corresponder ao clima de derrota, fraquejando, apagando de tempos em tempos, escurecendo novamente a noite mais escura de todas as noites.

 

Foi à filha quem viu primeiro. Há água era tanta que transformava uma pequena vala, na colina, em um rio que descia rápido por toda a extensão da floresta. Mais a água estava estranha. Por um segundo ela achou que tinha sangue nela… Então mirou a lanterna e viu que era realmente sangue. Quase tanto sangue quanto água. Ela subiu rápida a lanterna pela vala, prendeu a respiração, tremendo, com medo do que poderia encontrar. Logo, num clarão de um raio que a noite jogou naquela floresta, um trovão que parecia sorrir de toda aquela desgraça, ela viu de relance, por um maldito instante, muito acima dali, um garoto perdido, encostado em uma pedra, como se dormisse, sonhando, sonho feliz de criança contente.

 

Ela gritou um aviso para a família. Correu com todo o resto de suas forças para o irmãozinho que tanto amava, e que agora estava ali, a metros de distancia. A família correu junta. O pai tropeçou, levantou e continuo lutando contra a lama e conta a fadiga, contra o frio e contra a chuva que não paravam em segundo algum. Ele sabia que o filho estava morto, mais mesmo assim, aquela esperança que o acompanhou durante todo aquele dia, que o acompanhou por toda sua vida, novamente se mostrava mais forte que a realidade e dizia… Tudo vai ficar bem, seu filho está bem… Ele sabia que não, mas mesmo assim ousou acreditar. Ousou e continuou correndo.

 

Parados, em um semicírculo em volta do garoto morto, à família só podia chorar. Não ousavam olhar uns para os outros, só para aquele corpinho fraco e indefeso. Como um sonho, a chuva foi parando até voltar a ser apenas uma garoa. Mas não naquelas três pessoas sem vida. Para elas, aquela tempestade num dia de outubro durou pra sempre, sempre e sempre.

 

Lucas Maio

Club A

Monday, March 21st, 2005

Oie!

K estou eu, trincando de sono. Motivo? Sábado de noite, Tiago, Leka, Paula, Marilia e eu fomos para a festa do Mackenzie, no Club A. 20 reais antecipados, Open Bar, mulherada, black music… tudo muito bom, divertido, engraçado e etc. Mais quando eu cheguei em casa as 4h da matina, a tempo de ver a corrida, que eu não consegui ver, deitei na cama e tudo foi muito esquisito. Eu olhava o teto e o mundo apagava, acendia, apagava, acendia, e o céu ficou claro. Foi então que eu descobri que não tinha dormido mais que 30 min direto. De resto eu pesquei, pesquei e pesquei. Ou seja… tivemos um belo dia de Múmia hoje.

Portanto, como disse o Paim… “Toma um banho, escreve no blog, escova os dentes e vai pra cama seu retardado”. Eu disse … devagar… lentamente … “Sim, eu vou…”

É isso, essa semana eu vou estudar pra caralho.

Abraços

Lucas Maio

O que raios fiz na terça ?!

Thursday, March 17th, 2005

Oie! Antes de atualizar minha vida, queria deixar agradecimentos a Gaúcho, Laila, Nah, Patih, Tiago, Mãe, Mandinha e Laly! Sobre pressão, insistencia e muita chatice da minha parte, essas queridas pessoas passaram aqui, leram a crônica e comentaram. Talvez mal soubessem elas como suas palavras de aprovação (ou não) tiveram e tem influencia sobre minha pessoa… Não é que eu precise de elogios para viver, ou qualquer coisa desse tipo ego centrista… É que esses comentários me dão motivação para escrever mais, e escrever mais é um escape pra mim, um alivio. Eu adoro… Então, obrigado, e sintam-se culpados eternamente pelos próximos textos enormes e etc. Sentaram hein…

Segunda e terça foram dias que, se bem me recordo, não me recordo de nada. Do primeiro eu só consigo lembrar do futebol. Meu time era praticamente o melhor, mais isso não quer dizer que ganhamos todos os jogos… Jogamos bem, mais também jogamos mal. Já na terça… Puta… Nossa não me vem nada…

Se alguém descobrir o que eu fiz na terça, me dê um toque. Obrigado.

Hoje eu acordei lá para as 7h da manhã. Motivo? O Paim não ia poder me descolar a usual carona para o cursinho. Resolvi ir de ônibus, e escolhi um horário (tipo, 07h30min) em que eu achei que ia estar sossegado para pegar condução. Errei. Buurro. Chegando ao ponto, me deparo com um mar de trabalhadores, estudantes, todos desesperados, tão fudidos com a vida quanto eu. Na verdade, mais, muito mais. Para pior a situação já cagada, todo santo ônibus que passava estava lotado até no teto. Dentro do motor, no colo do motorista, sentado no banco do cobrador. Um inferno. Eis que, desse inferno, surge uma menininha (que tem tamanho de mulher) chamada Michele, antiga estudante do Dominus. Papo vai papo vêem, entramos num acordo de que não existia forma ou jeito de chegar onde quer que quiséssemos na manhã de hoje. Reclamamos do azar da vida, mais não era azar. Era greve dos perueiros, e só deus sabe que falta os condenados fazem.

É isso. Me apaixonei por “Drive” do Incubus e tirei o cavanhaque. “La vida é Bela”.
MUITO!!!

Lucas Maio

Beijos

Terminei a crônica! Leiam o post anterior…. valeu

Monday, March 14th, 2005

A vida prossegue.

Esse final de semana rendeu muito… sexta fomos para o Armazem da Vila e eu não me recordo de baladas tão boas quanto essa. Sobreos, curtimos o show até a hora em que o Oliver (esse, qualquer coisa menos sobreo) pediu para ir para casa. Na rua ainda rolaram coisas engrassadissimas e o sono depois de tanta risada foi otimo.

Tão bom que eu tive um sonho MUITO esquisito. Prometo escrever sobre ele um dia. (Já escrevi, prometo publicar)

No sabádo fomos inacreditavelmente, eu e Sagula, jogar voley no predio do Ray. Muito bom dar uma canseira, apesar de meses sem encostar numa bola . Não mandamos muito bem, mais as risadas, as pernas daquela garota do outro time, nossa simpatia e tudo mais valeram (oo se valeram) a pena. Depois ainda fui no cine, acompanhado, muito bem acompanhado obrigado por Camila, Deborah, Cibele, Catharina, Amandinha, Paim e Gaúcho… vimos “Amigo Oculto” e voltamos para nossas casas felizes.

Domingo … (pra encurtar, to cansado de escrever hoje!) aniversario do meu afilhado, que já é muito homem mesmo com 2 anos de idade e também nosso pequeno (porém empolgado) show atrás da Igreja São Judas para o mais variado grupo de pessoas. Repertorio basico, foi loko.

É isso. Atualizado!
LEIAM A CRONICA!!! E comentem… sou imensamente e eternamente grato. Eu sei que tá grande… mais mesmo assim!

Lucas Maio

Bjos

Quando o futuro entrou em minha casa

Sunday, March 13th, 2005

E em cada segundo eu vou despejar minha vida. Nos momentos mais incertos, nas certezas mais provisórias. No suspirar e no ofegar de um beijo, na batida clara e perfeita de uma música triste. Música triste para um espírito solitário. Em manhãs cinzentas. Nos dias mais calmos, em noites enfermas. Vou deixar um pouco do que me faz ser a pessoa que sou, e pegar tudo que me faz ele, ele que vou ser. Para cada instante, um sorriso mais amigo e companheiro que o ultimo. Assim será também com as lagrimas, cada vez mais molhadas, sentidas, ouvidas. Os erros não serão apagados como quem esqueceu quem foi. É importante entender o passado, aceita-lo. Assim o futuro é uma conseqüência, uma idéia já definida de uma vida prestes a ser concluída. E concluída, e terminada. E cada momento vai possuir esse misto de duvida e de perfeição. De um ciclo que se fecha ou não. Da uma vida que recomeça, ou não.


 

Ele.

 

Pude vê-lo

                  [eu mesmo

                  abrindo a porta. Ele não bateu e pediu licença ao entrar, como eu teria feito e sim a escancarou. Adentrou em minha casa com um sorriso no rosto, diferente dá provável violência que demonstrou de inicio. Seu sorriso indicava algo como “Eu não preciso pedir licença para entrar aqui!!!”

 

“Não preciso pedir licença para entrar na sua vida, eu sou tão parte de você quanto tudo que você é”.

                  

                 Ele veio caminhando, devagar, ainda com aquele sorriso no rosto, e parou ao meu lado. Eu estava sentado, em frente ao computador, e fui tomado de surpresa do instante em que ele apareceu até sua inesperada pausa.

 

Ele disse

              [eu mesmo

              não se assuste. Eu sou seu futuro amigo. Você me olha como seu olhasse para um espelho, mais na verdade, nós não somos iguais. Tente entender isso. Enquanto vivemos, mudamos constantemente de acordo com as decisões que tomamos, com os caminhos que escolhemos. Não somos mais os mesmos de ontem, nem seremos os mesmos amanhã. Acordamos todos os dias como novas pessoas, prontas para tudo e cientes de todos os erros que os outros

                                                             [nosso passado

                                                             tomaram, prontos para acertar nessas falhas, e falhar de novo. Por que amanhã tudo será diferente. Pense nisso amigo.

 

Fiquei intrigado, e lhe disse

                                         [eu mesmo

                                         mais eu não me sinto assim! As coisas que vivo hoje parecem às vezes nunca ter fim… Sentimentos, sonhos, decisões, ilusões… Essas coisas, e outras, têm um peso enorme sobre mim e não me parece, de forma alguma, que amanhã tudo será diferente. Que eu vou dormir e amanhã vai ocorrer uma metamorfose, sei lá, e que eu vou ter novas chances e uma nova vida pela frente. O amanhã provavelmente será como o dia de hoje. Uma mistura de hipocrisia, de falta de opções na vida e objetividade, de pessoas errando enquanto eu tento acertar, e por vezes não percebo que erro também…

 

Me olhou com um olhar triste. E disse

                                                         [eu mesmo

                                                         você está errado amigo. Enquanto você pensar dessa forma pequena, nesse mundo pequeno, vida pequena, eu nunca vou poder entrar por aquela porta que é seu presente. E também nunca vou poder sair por ela, para que um novo futuro entre. Você tem que viver sua vida hoje com motivação, com vontade, e esperar que amanhã eu possa ser melhor que você. E lhe garanto, eu vou ser. Não errarei onde você errou. Promessa! Espere… não vou temer errar. Errando, nossos futuros seram melhores, teram novas chances. Todos, passado, presente e futuro, viveremos cada um em seu tempo, com seus problemas e suas privações, cada um fazendo o que pode sem nunca esquecer o que nos une e sempre nos unirá. Nossa alma. Esse laço eterno e inconstante, que de certa forma define todos nós. Seja forte, amigo.

 

Então, olhei para ele e disse

                                    [eu mesmo

                                    está na hora de ir, não é? Vou sentir saudades… Até mais.

 

Nos abraçamos e como choramos pelos medos um do outro. Naquele momento fomos uma pessoa só, ao mesmo tempo em que estávamos sozinhos contra um mundo e contra a eternidade. Assim eu parti, e deixei ele, o futuro, assumir meu presente, sabendo que ali eu também estaria, enquanto a nossa alma nos uni-se. Mais para deixá-lo seguir em frente, eu deveria partir. Embrulhei meus erros numa mala e fui embora sempre. Fui encontrar o passado.                                 

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Lucas Maio

Bjos

Soul Funk Now

Friday, March 11th, 2005

Oie! É nesse calor infernal e insuportável que escrevo em meu novo, querido e sábio blog. Enquanto digito essas palavras ao vento, discuto com minha mãe sobre quem deve ter prioridade na sagrada noite de sexta-feira. Na visão dela: “É a despedida de uma amiga minha Lucas, eu tenho que ir”. Na minha: “Talvez role Armazém, Jeito Moleque Vip, com mulheres se acotovelando mãe, fala serio”. Então, quem deve ter o direito de curtir até altas horas? “E porque não saem os dois”, você ai, cabisbaixo e sem ter o que fazer em casa, me pergunta. Bom, temos um obstáculo. Minha querida irmã… Alias, na verdade o obstáculo não é ela, e sim a cegueira infinita de nossa mãe em não ver que sua filha já pode ficar sozinha
em casa. Não, ela não vai pular dá janela. Não, ela não vai explodir a casa com o fogão. E, pelo amor de Deus, não, ela não vai encher a casa de garotos e de bebida, não com 14 anos. Quer dizer, espero que não.


 

A principio, amanhã também é o chamado Dia da Laís. Explico. Estamos adotando a tradição de que todo dia X do mês é dia de alguém. O meu foi quatro de março. Paguei batata frita, cerveja e sinuca para os meus grandes companheiros (e infelizmente, concorrentes) de P.I.V. (Preparação Infernal para Vestibular), Bruno e Paim. Por falar nisso, já começo a pensar em formas de tirar o Bruno dá reta. Influenciar ele a entrar na vida vagabunda, faze-lo dar mais atenção para namorada e menos para os livros. Sei lá. Esse cara não pode estudar! No caso de nós dois passarmos para segunda fase da FUVEST, a relação é tipo uma vaga pra cada duas pessoas. Ou seja, as chances dos dois passarem são mínimas. Mais, meu, gráficos, tabelas e regras estão aí para serem quebradas. Vamos quebrá-las e estabelecer novos limites. Vai ser lindo!

 

Falemos de Banda Ysta. Hoje falamos com dois vocais até então desconhecidos dá nossa patota. Ambos têm vontade de tocar Rock/Pop, estão na casa dos 20 e poucos anos e já tem alguns contatos dentro do meio dá musica. Perfeito, pode falar! Vai rolar um ensaio com cada um e, no caso de rolar uma “química” totalmente no bom sentido, a banda vai voltar a ativa. Com um baixista do Soul Funk, diga-se de passagem. “Soul Funk Lucas?!”… Escutem The Roots, Jamiroquai, Joss Stone, Red Hot das antigas… Ritmo agora é o que liga. Dedo calejado é nois. Eu nunca vi o baixo como uma fuga dos problemas, mais agora nada me dá tanta tranquilidade.

 

Ta atualizado!

Beijos

 

Lucas Maio

Yes Drop, Yes Vaca

Monday, March 7th, 2005

Oie!

Sexta me deu um cansaço pra sair de balada com os muleques quase inexplicavel. De uma hora para outra, as pernas ficaram moles, a vontade foi embora, e eu disse “não velho, desencana vai…”. Talvez a perspectiva de gastar 30 reias (caralho, 30 reais dá pra comprar quantos açai’s ?) tenha ajudado bastante, ou o fato do dia ter sido relativamente puxado (hehe), ou só uma preguiça passageira. Daquelas que veem de tarde, depois do almoço, ou do banho. Tanto faz, de final eu não tive saco pra sair, apesar de ter dado uma passado na casa do Tiago na hora do “esquenta” e ter acompanhado os figuras até o carro. Eu era tipo o Pai responsavel naquela hora, deixando meus filhos na mão de só Deus sabe quem. Nem dormi direito de noite, de preocupação … te parece.

Se pá, eu pensei “Meu, amanhã eu vou ter que acordar cedo pra ir pra Peruibe com a familia… vou dormir”. Portanto, de manhã, minha disposição estalava nos 100% e eu queria mesmo era muita onda. Coisa que eu não consegui no sabado… peguei um final de tarde miado, ventando muito, sem qualquer principio de bons picos em toda extensão da praia. Mais em compensação domingo, sol matando até bahiano, Poseidon me deu a recompensa por um dia de frustração e paciencia. E eu agradeci, dropando tudo que deu… e o que não deu também né… yes drop yes vaca.

Finalmente assisti aula do Balbino hoje. Ela estava zicada, só pode. Um dia nós tinhamos que ir embora mais cedo, no outro ele faltou. Bom, ele não é o Nogueira, nem o Soró, muito menos o Honda, mais mesmo assim seus cinquenta minutos foram um sucesso. Além dele, o Pimentel também mandou bem, apesar da chatice de 90% das alunas… por algum motivo aquele baixinho é fofinho e meiguinho na concepção delas, e aí elas lascam bilhetinhos e suspiros. É a aula toda.

Extras inuteis: tô ouvindo muito The Roots, a praia me deu um animo novo e a banda tá parada.

E é só. Tudo vai muito bem no geral! Comentem… putos

Lucas Maio

“Era melhor ter ido ver o filme do Pelé ?!”

Thursday, March 3rd, 2005

Oie…

Legal o template desse blog. Ele é simples, funcional, bonito, agradavel. Junta tudo que eu mais ou menos estava procurando para uma página pessoal. Nem foi muito dificil de achar, eu só coloquei blog.com e cai nessa maravilha de simplicadade. Não preciso de muito mais para escrever sobre meus dias.

O cursinho segue em frente, e agora eu já tenho meus professores queridos e os que não são tão querido assim. Pra começar, meu idolo, meu heroi, o Honda, Matematica. Puta que pariu, como aquele japones é engraçado… ele parado, escrevendo alguma coisa na lousa, eu já me racho. Como não rachar daquela cara, dele fingindo-se de envergonhado, dele resmungando enquanto coloca os exercicios e faz comentarios engraçadissimos. Além dele, temos o Nogueira, o Soró, figuras igualmente unicas. Agora, figurinhas como Teixeira e Duarte, bom, nada contra as pessoas em si, mais sei lá… todo mundo tem que ter alguém para odiar vai.

A banda toma nesse momento a “Estrada Escura”. Não conseguimos ver nosso futuro. Stenio Pai e Stenio Filho deixaram nosso projeto. Tudo começou quando o Stenio disse que não ia tocar com a gente dia dezenove de março na Nimitz por ter fechado um contrato de 3 meses com outra banda. Bom, isso levou a uma inesperada reunião num churrasco num sabado e a um inesperado email de minha parte. Talvez o email tenha ficado muito agressivo, porque na reunião seguinte não se falou em reconciliação, e sim em afastamento por parte da dupla dinamica. Uma pena. Quando se acha que as coisas vão dar certo e elas dão errado fica um vazio. Tipo “O que faremos agora ?!”. Bom, seguiremos em frente. Soul Funk na veia.

Meu computador fica ligado de madrugada. Eu deixo baixando cd’s de bandas muito loucas - afinal meu bom gosto é indiscutivel -, por isso ele fica conectado durante praticamente o dia todo. Então, hoje de manhã eu acordei e não sei porque, resolvi entrar no meu blog, depois no dá Ana. “Era melhor ter ido ver o filme do Pelé”, como diz o Chaves. Li coisas como “eu tentei te trazer de volta”, ou “Sim, eu gosto de alguém…”. Meu, aquilo me pirou. Tudo que tinha sumido voltou, rapido como o vento, e quando eu vi estava escrevendo um torpedo pra ela. “Era melhor ter ido ver o filme do Pelé” novamente. Claro que eu me desapontei, criei esperanças, agi como o otario de antigamente. Mais agora não. Tô bem, e os sentimentos inexplicaveis e indesejados estão sendo deixados de lado. Eles só fazem bem pros loucos, ou para os sem respeito proprio. E, convenhamos, não é o caso. Eu me amo.

Tava muito cedo pra escrever no blog, mais eu precisava, não pega nada.

BJOS

Lucas Maio

Recomeçando…

Wednesday, March 2nd, 2005
Aqui estou eu de novo.

Alguma coisa me mudou, e eu disse para mim mesmo que o blog antigo não era mais a coisa certa. Que eu deveria mudar o template, pior, mudar o endereço e recomeçar tudo de novo. Iniciar outro página do zero, como se fosse a primeira vez, ou o primeiro texto. Que aquela tela preta, com fotos de uma das melhores bandas do mundo, com aquela coluna esquerda contando todos os detalhes da minha vida … que tudo isso deveria ser jogado para trás, mostrando desapego, vontade de recomeçar a vida, de não falhar e errar de novo. Alguma coisa mudou em mim, e me fez mudar outras coisas em mim. Eu não renego nada do que escrevi e senti por tanto tempo naquele site, jamais. Aquelas coisas fazem parte de meu corpo, como minhas pernas, minha alma. Não se separa o passado do presente com alguma esperança de viver um futuro feliz. Tudo que fizemos é refletido no momento em que vivemos, em cada instante. Então guardo com carinho o Eh o Fim antigo, mais é hora de recomeçar.

Hoje é o segundo dia consecutivo que eu consigo não dormir de tarde. Ao invés de perder meu tempo, eu estudei, fui malhar, toquei e fiz as coisas que tinha programado fazer … aguentei o cansaço do futebol ontem, e me obriguei a ficar um poukinho zumbi o dia inteiro, mais não pega nada. Isso é sinal de que as coisas estão mesmo mudando. Não me sinto mais sozinho, nem tenho tantas duvidas sobre a vida e posso ser feliz as vezes por osmose, como antigamente. As coisas estão retomando seu fluxo … mais diferente de antes eu não vou remar a favor da corrente de olhos fechados, porque eu sei que cedo ou tarde a canoa pode virar outra vez … eu vou estar esperto e não vou engolir tanta água.

Essa são as palavras pra começar de novo.
Diferente do outro blog, tenho plena convicção que estou aqui para escrever o que sinto, o que quero e o que tenho vontade, sem medo de quem está lendo e etc. Quem está lendo é que deve temer o que eu escrevo. “Se liga Jão …” :P 

Aviso: nem tudo que ficou pra trás não segue caminho comigo. Algumas coisas veem … na verdade, só as que tem vontade.

Se você tem, meu, sobe ai … tem lugar pra muita gente ainda.

BJOS
Lucas Aguiar Maio
A v R