Oie! Estava escutando um ritmo dançante do Fat Boy Slim (Não conhece? Se informe!) aqui em minha casa, quando fui assaltado por dois pensamentos. Pensamento número um: as mulheres representam à maioria das pessoas que lêem meu blog. Pensamento de número dois: que saudade de uma balada, daquelas de surtar, dar muita risada e ter historias para contar durante semanas. Com essas coisas em mente, resolvi escrever um manifesto masculino sobre esses seres tão belos e esquisitos, necessários e confusos que são as mulheres na dita cuja danceteria.
Queremos curtir muito. Talvez mais do que vocês. Nossa diversão inclui beber, beijar, dançar, dar risada, arranjar confusão, voltar de manhã, gastar nosso dinheiro, entre outras coisas igualmente divertidas. Enquanto estamos apenas bebendo, dançando, arranjando confusão, voltando de manhã, dando risada e de preferencia pagando uma bebida para vocês, tudo bem, não tem problema… “O garoto é um crianção, deixa ele…”. Mais quando resolvemos beijar, aí a coisa complica um pouco. Não para nós, é claro.
Só porque as vezes chegamos tortos, com uma caipirinha na mão, mundo girando a 200 rpm, vocês nos rejeitam. Nos deixam de lado e nos ignoram. Dançamos como gazelas feridas fugindo do circo. Enchemos a cara sem medo de dizer logo depois “Tsa zuzu veim!”. Não entendem que nem sempre queremos um beijo (?) e sim simplesmente fazer uma amizade, curta mais sincera. E quando, antes mesmo de perguntar seus nomes, conseguimos encontrar um espaço para nossas mãos em suas cinturas, nossos lábios em seus pescoços, ou tempo suficiente para chegar até seus ouvidos para sussurar algo delicado, voces se irritam as vezes. Existem dias em que isso funciona, mais vai por água baixo quando decidimos que a balada vai passando, os minutos vão correndo, e vocês não querem nos deixar partir com um beijo antes de saber qual faculdade fazemos, o que queremos da vida. É claro, nos perdemos a compostura, e vocês sempre tem sempre a desculpa final. Qual é? Vocês sabem… “Mais você nem pergunto o meu nome!”. Nome?
Faça as contas. Na última balada em você foi, sua baladeira desmedia, quantos garotos lhe agarram a mão, desesperados, e foram embora sem nem ao menos um beijo na bochecha? Sim, passam dos dez, dos vinte. Agora, acompanhe comigo. Uma bota costuma nos deixar chateados, de bode, principalmente de criaturas belas… É triste, mais é a verdade. Então, quando encontramos nossos amigos e declaramos que “Pô, ela ficou embassando”, e fazemos aquela cara de que mais nada naquela noite vale a pena, prejudicamos, além da nossa, a noite de nosso amigos também. Vêem? 10 garotas decididas a ficar de boca fechada podem acabar com milhares iguas a mim. Pensem nisso quando disserem aquele ”Não!” seco e malvado.
A verdade é que naquele momento em que falamos que vocês são as coisas mais lindas desse mundo, que dariamos tudo para alguns segundos de intimidade, que ninguém nunca nos encantou como vocês, naquele momento somos sinceros. Nos breves segundos em que damos nossa atenção a vocês, somos apaixonados, loucos, casariamos, morreriamos por vocês. É uma coisa muito rápida, mais é real. Vejam em nossos olhos.
Visto as consequencias de suas atitudes perante a nós, seres masculinos, peço encarecidamente: não querem nos beijar, ok, não podemos fazer todas as mulheres felizes!! Mais, ao menos, partam com um sorriso no rosto, sejam simpaticas, nos aturem nem que seja só até a próxima música. E, se mudarem de ideia, não tem galho, voltem. Estaremos esperando do lado do bar, ou na saída da balada. Com alguma sorte, na pista. Tenha certeza, estaremos sempre lá para vocês.
Beijos
Lucas Maio
P.S.: Algumas ações não são executadas pelos meus amigos ou eu. Nós somos santos.