Archive for April, 2005

Manisfesto Masculino

Friday, April 29th, 2005

Oie! Estava escutando um ritmo dançante do Fat Boy Slim (Não conhece? Se informe!) aqui em minha casa, quando fui assaltado por dois pensamentos. Pensamento número um: as mulheres representam à maioria das pessoas que lêem meu blog. Pensamento de número dois: que saudade de uma balada, daquelas de surtar, dar muita risada e ter historias para contar durante semanas. Com essas coisas em mente, resolvi escrever um manifesto masculino sobre esses seres tão belos e esquisitos, necessários e confusos que são as mulheres na dita cuja danceteria.

Queremos curtir muito. Talvez mais do que vocês. Nossa diversão inclui beber, beijar, dançar, dar risada, arranjar confusão, voltar de manhã, gastar nosso dinheiro, entre outras coisas igualmente divertidas. Enquanto estamos apenas bebendo, dançando, arranjando confusão, voltando de manhã, dando risada e de preferencia pagando uma bebida para vocês, tudo bem, não tem problema… “O garoto é um crianção, deixa ele…”. Mais quando resolvemos beijar, aí a coisa complica um pouco. Não para nós, é claro.

Só porque as vezes chegamos tortos, com uma caipirinha na mão, mundo girando a 200 rpm, vocês nos rejeitam. Nos deixam de lado e nos ignoram. Dançamos como gazelas feridas fugindo do circo. Enchemos a cara sem medo de dizer logo depois “Tsa zuzu veim!”. Não entendem que nem sempre queremos um beijo (?) e sim simplesmente fazer uma amizade, curta mais sincera. E quando, antes mesmo de perguntar seus nomes, conseguimos encontrar um espaço para nossas mãos em suas cinturas, nossos lábios em seus pescoços, ou tempo suficiente para chegar até seus ouvidos para sussurar algo delicado, voces se irritam as vezes. Existem dias em que isso funciona, mais vai por água baixo quando decidimos que a balada vai passando, os minutos vão correndo, e vocês não querem nos deixar partir com um beijo antes de saber qual faculdade fazemos, o que queremos da vida. É claro, nos perdemos a compostura, e vocês sempre tem sempre a desculpa final. Qual é? Vocês sabem… “Mais você nem pergunto o meu nome!”. Nome?

Faça as contas. Na última balada em você foi, sua baladeira desmedia, quantos garotos lhe agarram a mão, desesperados, e foram embora sem nem ao menos um beijo na bochecha? Sim, passam dos dez, dos vinte. Agora, acompanhe comigo. Uma bota costuma nos deixar chateados, de bode, principalmente de criaturas belas… É triste, mais é a verdade. Então, quando encontramos nossos amigos e declaramos que “Pô, ela ficou embassando”, e fazemos aquela cara de que mais nada naquela noite vale a pena, prejudicamos, além da nossa, a noite de nosso amigos também. Vêem? 10 garotas decididas a ficar de boca fechada podem acabar com milhares iguas a mim. Pensem nisso quando disserem aquele ”Não!” seco e malvado.

A verdade é que naquele momento em que falamos que vocês são as coisas mais lindas desse mundo, que dariamos tudo para alguns segundos de intimidade, que ninguém nunca nos encantou como vocês, naquele momento somos sinceros. Nos breves segundos em que damos nossa atenção a vocês, somos apaixonados, loucos, casariamos, morreriamos por vocês. É uma coisa muito rápida, mais é real. Vejam em nossos olhos.

Visto as consequencias de suas atitudes perante a nós, seres masculinos, peço encarecidamente: não querem nos beijar, ok, não podemos fazer todas as mulheres felizes!! Mais, ao menos, partam com um sorriso no rosto, sejam simpaticas, nos aturem nem que seja só até a próxima música. E, se mudarem de ideia, não tem galho, voltem. Estaremos esperando do lado do bar, ou na saída da balada. Com alguma sorte, na pista. Tenha certeza, estaremos sempre lá para vocês.

Beijos

Lucas Maio

P.S.: Algumas ações não são executadas pelos meus amigos ou eu. Nós somos santos.

Yang e Yin

Wednesday, April 20th, 2005

Eu tenho apenas 18 anos, mais posso me gabar e dizer que vivi fortes emoções com relação ao coração. Enfatizo: não disse que experimentei todas elas, nem que sofri por milhares, muito menos que sou alguém para falar qualquer coisa sobre o assunto. E ainda bem, porque se com tão pouca idade eu possuísse tão longa ficha amorosa, de certo estaria internado em um hospício ou, no mínimo, seria um homem perto dá loucura.


 

No entanto, mesmo sendo pouco mais que uma criança no assunto, talvez como um recém-nascido para vida, parece-me muito claro que amar é sofrer. Que sem dor, não há paixão avassaladora. Que sem tragédia, não brotam as lagrimas da felicidade. Que sem separação, não existe o fortalecimento de uma relação. Que sem as brigas diárias, não existe a superação em curto prazo. Enfim, que sem o mal, não existe o bem.

 

Imaginem se nossa vida fosse só felicidade. Como defini-la, já que a base de comparação não existiria? Como valorizar o que é bom se nunca passamos pelo ruim? Como crescer em força, se nossa força não é testada? Eis que nossa alma precisa desse equilíbrio, dos opostos conjuntos, se confrontando e fazendo com que cada um progrida e evolua ao longo do tempo. Não é só de sorrisos que a vida é feita, e sim de muitas lágrimas e gritos, passando por barrancos e montanhas, até encontrar um novo local de paz, onde os sorrisos são muito maiores e muito mais verdadeiros do que antes, até que essa paz seja novamente colocada à prova.

 

Mais às vezes a prova é grande demais. Ela pode implicar pouca idade, ou confiança, problemas financeiros e etc. A montanha fica grande demais, os gritos insuportáveis, as lágrimas do antigo choro agora formam gotas vermelhas e a tempestade rubra preenche nosso céu azul. E é nesse desespero que muitos resolvem desistir de serem eles mesmos. Começam concordar ao invés de discutir, relevar ao invés de brigar, sorrir falsamente ao invés de demonstrar tristeza, inventar uma desculpa e terminar a relação.

 

E não pense que os problemas estão na incerteza de uma só pessoa. Errado, porque todos nós sofremos por fortes provações internas. A grande “cagada” (se me permitem a palavra) e quando o outro lado, o ponto de equilíbrio, o Yin do seu Yang, resolve concordar. Passa a tomar as mesmas atitudes e aceita o seu adeus. Torna-se inseguro como você, e deixa de ver aquele céu azul de pouco tempo atrás. Começa acreditar que essa dor é insuportável.

 

Perder um filho é insuportável. Talvez o sonho de uma vida inteira acabado em segundos também seja. Sofrer por amor não é. Pelo menos não pode ser. Pensando assim, as relações mantêm-se, vencendo o invencível, agüentando o impossível, atravessando montanhas, gritos e lagrimas até um modesto final feliz. Porque nada é para sempre, e sim para durar o tempo da chama de uma vela. Agora, se ela é de sete dias, ou é como um fósforo, já não sou eu que sei. Mais vou descobrir.

Lucas Maio

BEIJOS

PS; Estou de malas prontas para o Guaruja! Bom feriado a todos e não esqueçam de comentar.

Nimitz

Sunday, April 17th, 2005

Oie! Enquanto minha inspiração não retorna, vou meramente relatar os últimos acontecidos. Fiquei a manhã inteira tentando escrever e nada saiu… Tentei agora, e nada novamente. Desisto! Quem sabe antes de dormir o sono dos justos eu use de minha letra tosca para rabiscar algo no meu caderno preto.


 

Tenho vivido uma semana de inconstância no cursinho. Há dias em que estudo até as marcas aparecerem nos dedos, e quando rola um intervalo lá estou eu fazendo um dos “intocáveis”. Mais esses dias são anulados por aqueles em que a preguiça é a senhora do meu destino e o sono o senhor. Nessa inequação de 2° grau, onde o gráfico é uma parábola igual a minha vida e o resultado dá zero, eu continuo em duvida sobre qual curso prestar. Audiovisual parece ser um sonho berrante, e jornalismo e direito caminham lado a lado em minha opinião. Resolvido a passar em uma faculdade, independente de qual delas, vou estudar e estudar e enfim, estudar.

 

Nimitz, dia 15 de Abril, 2005. Dizer que foi perfeito? Estaria mentindo. As pessoas importantes de verdade estavam lá, com exceção de algumas poucas, mais elas não foram suficiente para dar uma lotada linda na casa. Além dessa parada, por baixo, só metade da galera tava mesmo animada. Tirando essas coisas bobas, foi muito divertido rever varias pessoas que eu não via faz tempo, tomar altas tequilas, subir no palco meio bêbado, tomar um montinho no final dá balada, quase beijar minha melhor amiga e sacanear o ex dela com um trote, perder pra ligeireza de um amigo, sentir os dedos queimarem na corda do baixo… Bom, foi ótimo! Nada comparado aquele 11 de setembro inesquecível, mais ainda sim foi memorável.

 

Tava na casa do Tí agora pouco. Pizza, coca cola e “60 Segundos” na TNT. Nada como relaxar com um programa totalmente miado mais divertido.

 

Beijos

Lucas Maio

 

PS; Obrigado a todos que apareceram! Se tiverem alguma reclamação para a Banda YSTA, que deixem seu recado.

PS 2; Me sinto cada vez mais vulnerável colocando os versos toscos que eu escrevo aqui no blog, então não liguem se eles demorarem a parecer de novo.

Tchananaz

Sunday, April 10th, 2005

Oie! Apesar de um pouco alto, não estou com motivação para os versos no momento, o que pode ser tanto um bom sinal quanto um ruim. Interprete da forma que quiser, mais enquanto você pensa me ocupo em escrever esta prosa.


 

“Antes não, Agora Sim” é a ultima piadinha interna, de minha autoria, que no momento define: eu pensei que estivesse atarefado antes, mas eu nem tinha idéia do tamanho da expressão tarefa. Oficialmente dois repertórios pra tirar, responsabilidades com a Banda Ysta e com a In Flow. No simulado hoje fomos mal. Acertei 52 de 100… “Poxa moleque, mais do que a metade!”… Bom, e daí? A matéria é só apostila dois e eu preciso de no mínimo uns 70 pontos, independente de que carreira escolha. Audiovisual, Direito e Jornalismo, nenhuma delas é brincadeira. Antes que a coisa ficasse “estranha”, eu comecei a correr atrás e é isso. Ainda não vou estudar até as 08h30min noite, mais quem sabe eu chego perto. Tudo bem que chegar perto não coloca ninguém em facul nenhuma, mais…

 

Ontem fomos a um barzinho Tchananaz, hoje fiquei aqui em casa, rolou um pizzada, banco imobiliário virtual, Cuba Livre (Pronuncie o “vre” como “bre”), e etc. O Paim só passou pra fazer uma pré-balada, o Tiago ficou e cansou de desenhar picape na folha do meu simulado. Legal ele…

 

Estou estalando de sono, vou tentar escrever mais alguma coisa, na verdade tentar acabar o que eu comecei de manhã, e depois CAMA.

 

Sagrada, infinita e querida cama.

 

PS; E nada do Buffet ligar… To achando que a minha barba me eliminou do emprego… foda.com… Agora é esperar.

 

Beijos

Lucas Maio

Um pedido

Wednesday, April 6th, 2005

Oie! Hoje aconteceu uma coisa comum no meu dia-dia, tipo essas coisas que nem nos damos o trabalho de comentar uns com os outros, mais que mesmo assim me deixou pensando bastante.


 

Obrigado a voltar de ônibus em decorrência do destino (não curtiu esse termo? Use outro qualquer, de sua preferência, para esses eventos que às vezes a gente não prevê e que mesmo assim insistem em acontecer). Chegando à Vila Mascote, subi a rua lateral do colégio Dominus Vivende e fui andando pelo meu pacifico e já corriqueiro caminho até a minha casa, que digamos, fica no alto do bairro. Em meu trajeto, cegado pelos problemas que me preocupavam, viajando nos sonhos que vagueiam meu intimo, olhando pasmo o asfalto diante dos meus pés, fui surpreendido pela primeira galera: Patrick, Alex, Riveles e França, pessoas que eu não via há muito tempo e que fizeram questão de me parar para um papo descontraído. Quando eu percebi, estava em discussões acaloradas sobre marcar fut’s ocasionais ou baladas lotadas e etc. Um tempo depois, lá estava eu andando novamente depois de ter revisto esses caras surgidos do nada.

 

Não andei muito quando tive o segundo encontro do dia, esse um tanto mais simpático. Didi praticamente parecia me esperar na frente ao seu prédio, e atraído pela perspectiva de trocar uma idéia e tal, atravessei a rua, com a clara intenção de matar saudade desse cara que é uma figura, o Diego. Conversamos sobre praticamente tudo. Passaram-se uns bons 30 minutos quando, vindo também do nada, saído do breu do Purgatório, oriundo da Cidade-dos-Meninos-que-Namoram-e-Esquecem-os-Amigos, Raphael Nogues Sagula interrompeu a rotina do dia e me deu a cordial saudação de dois irmãos que a muito não se trombam: um abraço. Obedecendo a uma vontade divina (A Fome), parti com ele e sua namorada rumo ao final da Praia do Castelo, deixando o companheiro Didi satisfeito por um papo agradável… Apesar da curta conversa com Sagula, fiquei satisfeito por ter encontrado esse companheiro interminável no voley. Deixei-o com sua namorada.

 

Assim, no pequeno espaço que me sobrou até em casa, respirei fundo e pedi para qualquer energia mística, Deus quem sabe, sei lá (independente do nome que você de a ele, escolha um a essa força pela qual recorremos quando não temos mais esperança). Pedi que em um dia aleatório em minha vida, o meu caminho em direção ao meu lar seja muito, mais muito mais comprido. E que, em cada esquina, cada ruela, cada canto e cruzamento, eu reencontre alguém que me deixou muita saudade um dia, ou que por algum motivo deixou de fazer parte do meu futuro. Todos vivendo sua vida, preocupados com seus problemas, mais todos com saudades e novidades pra contar, saudades e novidades que essa estrada cheia de imprevistos, chamada responsabilidade, não nos deixa saciar. A primeira garota por qual tive aquela paixão de criança, o primeiro amigo inesquecível, meu avó que agora descansa em paz e, se vacilar, até mesmo as pessoas que eu conheci ontem no cursinho. Todas elas. Sorrindo e me abraçando, falando de “como é bom te encontrar perdido aqui nesse fim de mundo”. Só um dia, talvez um dia por ano. Seria o suficiente.

 

Beijos

Lucas Maio

Matsumoto

Sunday, April 3rd, 2005

Oie!

Só constando que ontem a balada foi bem matsumoto, tô fudido com o Gaúcho e consegui enviar as duas últimas crônicas que eu escrevi para um site chamado Releituras! Se eles publicarem o que eu escrevi lá, nossa, vai ser muito bom.

Estou lendo “Rámses - Filho da Luz”, tentando assimilar os dois repertorios, do In Flow (Banda nova!) e da Ysta, pensando numa outra set list para a banda que estou montando com uma galera das antigas do Dominus, arrumando uma hora pra encontrar o André amanhã e andando com o carro com meu pai.  Faltou falar dos dois litros de coca que eu bebi hoje.

Beijos

Lucas Maio

 

“Minha voz fraqueja com o encanto do seu andar

Pensamentos que se acabam e recomeçam como um furacão
Recomeçam me confundindo, novamente iludindo.

 

Minha respiração fraqueja com o som de sua voz

Meu espirito aquecido pelo sol que cria em mim se perde quando lembro

Dos mares de tristeza, da solidão da sua ausencia


 

Minha vontade fraqueja com a memória do que fomos um dia

Corpo que não obedece, mãos que tremem, coração que dispara

Tudo que não é você perde importancia.

 

Minha força que desaparece com todos esses detalhes
Quando eu te vejo andando na rua e

Só volta

Quando você esta comigo novamente

Ou quando sonho que você foi embora

Me iludo, quem sabe? Eternamente”

Armazém da Vila

Saturday, April 2nd, 2005

Oie! Sexta-feira Sagrada.


 

Assisti fielmente às aulas no cursola, resistindo ao sono, a fome, a irritação. Quase uma guerra dos 100 anos. Desde Biologia com o barulhento Amaral, e suas fenomenais coçadas de nariz com o microfone,  até Álgebra com o incrível Calvário, com todo aquele tamanho e aquele controle que sua aula impoem, em todas elas lá estava eu, olhos arregalados, coluna ereta e mente aberta. Uma vez ou outra eu me pegava viajando, brizando, vagando pela balada hoje, ou pela praia, e quando menos via o professor já tinha pulado de Inglaterra para França, e agora a colonização era de exploração novamente, não de povoamento. Estudando e vivendo.

 

Bodegas Bar. O lugar onde míseros dois reais ganham a minha tarde. Com a presença marcante do senhor nariz torto Gaúcho, Membro, Tche, Paim e maquina digital, arrancamos risadas de coisas imbecis e de pessoas engraçadas, ou de caras engraçadas. Quem quer um começo de tarde melhor que esse? Se toda sexta for assim, além de feliz, vou ser um GAROTO SEM FACULDADE, O MEU SACO, EU TENHO QUE ESTUDAR.

 

Logo menos (Grande Leka) estaremos reunidos no Armazém da Vila, causando ao quadrado, vendo (DE NOVO) Jeito Moleque e guardando recordações de momentos inesquecíveis. Será que alguém vai cair na rua e se ralar todo? Conseguiremos tirar a zica para o resto da vida?! Poderemos dançar felizes em respeito à StroboLight? Encontraremos uma comanda e vamos encher a cara de uísque caro? Não a como saber, apenas tenho comigo a certeza de uma noite daquelas. Como todas as outras em companhia das pessoas certas.

 

Beijos

Lucas Maio

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Trevas, raiva, angustia
Luz, paz, segurança
Seu olhar me dá tudo isso
E mais
E menos
Como é contraditoria
Sua existencia
E o fato de eu não te querer mais por perto.
Como sua falta é tão grande em alguns momentos
E tão pouco necessaria em outros ?!
Como explicar o inexplicavel ?!
Como vencer o invencivel ?!
Como não querer mais você ?!

 

P.S.; Nah! TE AMO!