Na soleira do teu quarto aquecido
Pelos carinhos,
Deitei um poema sem rimas.
Guarda contigo o mimo esquecido.
Deixa na cama,
Esconde na fronha, leva.
Embala nos braços, finge ser eu,
Que sou perdido.
A leveza dos meus passos
Denuncia os meus crimes e pecados.
Larguei você
Na madrugada de cinzas.
Restou apenas o bilhete borrado
Pobre vestígio
Desse amor combinado.
Já não sinto você.
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